Manifesto-Ações

PAUTAS DE REVINDICAÇÕES (CLIQUE AQUI)
MANISFESTO ESCANCARADO
Por uma plataforma de pequisa, experimentação e criação teatral em Contagem
Marcelo Dias Costa e Jessé Duarte (CLIQUE AQUI PARA LER)
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CONFERÊNCIA POPULAR DE CULTURA – AULÃO PUBLICO
Conferência pra que, pra quem, onde, como, por que? O Fórum Popular de Cultura (FPC) realizará no dia 30 de julho (terça), das 19h as 22h a 1° Conferencia Popular de Cultura de Contagem. O objetivo, é realizar um aulão publico para informar, tirar duvidas, debater a posição do movimento frente à política implementada pela Fundac (Fundação Cultural do Município de Contagem) para construção da 2° conferencia municipal de cultura.O FPC entende que a 2° Conferência Municipal de Cultura vem sendo construída de forma antidemocrática e de cima para baixo pela prefeitura e a Fundac sem estabelecer um dialogo claro com movimento cultural e com a população em geral. A expressão maior disso se da pelo próprio formato das pré-conferências (regionais) e Conferência Municipal. Nas regionais, todas acontecerão no mesmo dia e horário (02/08 – 18h às 21h), já para a Municipal, esta programada uma cerimônia de abertura na câmara dos vereadores (09/08 as 18h) e sua realização de fato, no dia (10/08 – 08h as 13h).A prática de realizar as pré-conferências no mesmo dia e horário, limita a participação dos movimentos sociais, políticos e culturais da cidade. Expressa uma tentativa de desmobilizar o debate político em curso e não garante um bom acompanhamento do poder publico em suas realizações. A conferência municipal se realizará em um espaço/tempo de apenas 5h (Cinco Horas) numa cidade com tantas demandas acumuladas, onde não acontece uma conferência de cultura a pelo menos 7 anos. É nitidamente impossível realizar qualquer debate num espaço tão limitado que não garante uma boa apresentação dos temas propostos pela própria Fundac, muito menos para estudos, discussão em grupos, demandas setoriais (Patrimônio publico, teatro, dança, artes visuais, circo, musica, cinema e etc.) apresentação das propostas levantadas nas regionais, votação, discussão e eleição de delgados para conferência estadual e outras necessidades que podem aparecer. O que transparece, é que a Fundac se preocupa mais em cumprir uma agenda de compromissos políticos, do que proporcionar verdadeiros espaços de debate entre artistas, população em geral e o poder publico. O próprio formato da conferencia contradiz a proposta divulgada Fundac (ver abaixo). Devido essa limitação ficará prejudicado é arriscada a aprovação de politicas e demandas que contraponham a verdadeira realidade do município, que precisa ser seriamente discutida e refletida.É neste sentido que o Fórum popular de Cultura entende que se faz urgente uma organização e o debate sobre o caráter e participação nessas conferências. O aulão publico que será realizado na Praça da Glória abrirá um debate sobre como intervir frente essa realidade.Orientamos a todos para que se inscrevam nas conferencias regionais (inscrições vão até dia 31/07) e venham para a conferencia popular do FPC se organizar e debater sobre como atuar nestes espaços, ou não. No entanto, é bom garantir as inscrições, uma vez que estes espaços serão ocupados por alguém com interesses distintos, desmobilizando e desarticulando a luta por pautas mais avançadas frente a realidade cultural de Contagem.
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PROTESTOS CONTRA O ABOBRINHA FESTIVAL DE TEATRO
Ato silencioso, nos encontramos uma hora antes para confeccionar cartazes com frases que reflitam nossa critica ao festival. Pouco antes do publico entrar, paramos na entrada do teatro segurando os cartazes em silêncio, para representar a falta de espaços para o artista local se expressar, mantemos um pose séria, sem sorrisos para mostrar que não temos motivos para rir como diz a descrição oficial do festival. O ato dura até que o publico entre no teatro.
O QUE MOTIVA OS PROTESTOS
Realizados desde o inicio da terceira edição, por ser este festival, (no seguimento teatral) a expressão maior do descaso do poder publico de Contagem com os artistas locais. O Festival acontece uma vez por ano, ocupando os espaços públicos da cidade com peças de fora (em sua maioria ou na totalidade em alguns casos). Além disso, desenvolve uma lógica de criar um publico consumidor de uma cultura hegemônica e que muitas vezes reitera e naturaliza problemas sociais e preconceitos como, machismo, homofobia, xenofobia, transfobia, racismo e etc. O festival é realizado sem edital publico, tem envolvidos da própria fundação em sua produção, não há clareza sobre os critérios de seleção dos espetáculos e não estabelece um dialogo com o artista local, ou este diálogo se da de cima para baixo. Não há canais para participação do artista na construção e preparação do festival, não há caráter de formação. Os protestos são contra o festival e também poderão acontecer em grandes eventos realizados pela prefeitura, por serem a expressão do descaso com o artista local e da valorização da cultura de eventos.
Os protestos são contrários a realização desse festival com apoio da prefeitura, porque não ouve edital publico para o mesmo, porque esse festival não foi construído de forma democrática, porque não tem grupos de teatro locais, porque o único teatro publico da cidade (minimamente funcionando) ficará por conta do festival por mais de três meses, tudo sem edital e sem transparência. Também não ouve edital para inscrição de peças, o festival convida artistas de BH ou conhecidos dos produtores. A Maioria das peças usam nossos espaços públicos, bancados com recursos publico para decimar preconceitos. Não somos contra os artistas, entendemos que a arte é uma expressão da sociedade em que vivemos e que para combater os preconceitos na arte devemos combate-lo também em nosso dia a dia, mas acreditamos que esse enfrentamento da cultura que naturaliza os problemas sociais deve ser feito. Desde a primeira edição do festival, discordávamos de seu formato, por entender que um festival deve ter espaços para formação e troca entre artista local e o de fora, entre publico e artista, deve ter palestras, oficinas e etc. O abobrinha deturpa a ideia dos festivais sendo apenas uma mascara mercadológica. Integrantes do O Fórum Popular de Cultura que trabalham com teatro, discutiram isso com todos gestores que passaram pela administração cultural na cidade, mesmo assim não foi aberto debates, amplamente divulgados para entender que modelo de festival dialogaria melhor coma realidade da cidade.
Cansados de ficar só na conversa em salas fechadas ouvindo justificativas incabíveis do próprio poder publico em reuniões.  Resolvemos mostrar para a população nossa indignação em forma de protesto uma vez que o modelo do festival não contempla o artista local e não temos estes espaços dentro do próprio festival para fazer esse debate. Acreditamos também que é preciso levar até a população questionamentos sobre esse modelo de cultura hegemônica e da logica de evento, alerta-la sobre o real caráter desses acontecimentos.
O QUE QUEREMOS?
O fim da lógica de eventos imposta pela prefeitura, abertura de editais de apoio ao artista local e para selecionar espetáculos em festivais criados e feitos junto a prefeitura. Queremos um festival de teatro como critérios claros para seleção de espetáculos, com oficinas, debates, cursos e intercambio entre artista local, o de fora e publico. Construído com a participação de todos, antes e depois de sua execução. Queremos que a arte seja descentralizada. Espaço para o teatro de rua dentro dos festivais, queremos um festival de teatro que não tenha a relação entre artista e publico mediada pela lógica do consumo. Essa é apenas uma parte da luta dos artistas de Contagem por politicas culturais para a cidade.
BATALHA DA GLÓRIA -DUELO DE MCs de CONTAGEMToda sexta a praça da Glória no Bairro Eldorado, se tornará mias um palco da cultura Hip-Hop.O espaço é aberto pra quem quiser participar. As 19h sempre teremos um debate com temas relacionados ao próprio movimento. As 20h a Batalha começa, com espaço para poesia, roda de Bboys e Bgils e muito mais.Na busca de criar espaços para que varias pessoas se destaquem e sobre tudo, fortalecer a luta das mulheres, o mestre de cerimonias sera rotativo, variando entre um homem e uma mulher a cada dia de batalha.A Batalha da Glória surgiu dentro do F5 – Festival de Cultura Independente de Contagem, que aconteceu entre os dias 12 e 21 de julho em vários espaços da cidade. A partir de um chamado feito pelo festival na ultima quinta feita, vários MCs compareceram. A ideia de fazer um duelo na Praça da Glória deu tão certo que a proposta de continuidade foi levada para a reunião do FPC-Fórum Popular de Cultura, onde foi criada uma comissão autônoma para desenvolver a ação toda sexta-feira.

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CACHU DA GLÓRIA

A Cachu da Glória surge diante da necessidade da discussão e luta pela burocratização do uso e da apropriação do espaço público pela população. É uma proposta que convida e pretende instruir a comunidade sobre o direito aos aparelhos e espaços públicos, além disso é um ato politico frente a carências de atividades culturais que envolva a população em locais como a Praça da Glória.

A Cachu acontece todo primeiro sábado do mês as 14h na Praça Glória – Bairro Eldorado.

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F5- FESTIVAL DE CULTURA INDEPENDENTE DE CONTAGEM

É um festival de cultura independente, que surge a partir de discussões no FPC, sobre a necessidade de frentes práticas para criar e proporcionar espaços para revelar e fortalecer os artistas de Contagem através de várias ações. Sua primeira versão foi realizada em 2011, onde tiveram diversas ações, como exposições, performances, shows, etc. Tudo a partir das articulações dos artistas. A segunda edição aconteceu em 2013 e seguirá acontecendo todo ano nos meses de férias.

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